quinta-feira, 22 de março de 2012

Moinhos dos Francos...

Outra peça gira e curiosa é a correia de distribuição...Os moinhos que eu tinha visto, até à altura, eram simples, com um jogo de Mós. Estes têm quatro jogos de Mós e para as fazer rolar, precisam de uma correia e não só...


Para mim, que sou curioso, uma das partes que me intrigava era a correia...que tipo de material e tamanho, tinha que ter, para suportar o movimento de tanto peso...é claro que depois de começar a rodar, alivia, mas mesmo assim...



 Neste caso, ela está em repouso, ou seja, está apenas suspensa e pendurada... 


Para aliviar a tensão na correia, existem espalhados pelo moinho uns parafusos, que se apertam ou aliviam deslocando toda a mó e eixo, para a colocação da correia.



Estas fotos foram tiradas de vários moinhos como exemplos diferentes, mas todos têm as mesmas funções, afinar a posição das Mós e da correia de distribuição...


 

Será que alguma vez rebentaram, é que se isto rebenta em movimento...nem quero imaginar...sai "chapada", para todo o lado...

E mais uma vez, existem peças "espalhadas" em todos os moinhos...


Tudo o que desconhecemos, têm muito mais do que imaginamos... 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Moinhos dos Francos...

Hoje vou mostrar, mais um piso dos moinhos

...subo as escadas em caracol, feitas em pedra, todas com a mesma cadencia e dimensões...muito fáceis de subir e descer, dentro das possibilidades e do espaço...O rasgo feito na parede do lado direito, serve para poder apoiar o pé, quando manobra o capelo e passa nesta zona...
 

Neste piso, deste e de outros moinhos, encontrei mais umas peças giras...

Agora é que vai ser mais difícil de explicar, mas vou tentando...Ora então, deparei-me logo com este conjunto, um guincho, uma mó pendurada e uma série de martelos e peças curiosas...

 

Está tudo preparado para "picar" a mó e com estes "martelos", traçar as linhas na pedra, de modo a poder moer, como deve ser...à medida que a Mó vai moendo, a pedra vai desgastando e por vezes têm que ser afiadas. Isto dá que pensar, porque significa que a farinha vinha com pedacinhos de pedra, ou pelo menos pó de pedra, já que ela se vai gastando e tem que ir para algum lado...curioso, será?!Se calhar por isso é que tem outro sabor...



Outra peça gira que estava em cima da Mó, não sei o nome, mas sei a função...Esta é uma peça para fazer o equilíbrio da Mó, quando esta está a rolar...


 

Ou seja. o eixo entra nesta base e depois de afinada, a Mó passa a rolar em equilíbrio e sem baloiçar, fazendo com que moa em toda a superfície de uma forma uniforme...se não estiver afinada, ouve-se um barulho na Mó, como se estivesse manca ou coxa...engraçado...

 

Os parafusos definem o ajuste do eixo. Sim, mas este já é um sistema avançado, porque antes, a mesma função era feita pela peça da foto em baixo e os ajustes, eram pequenos cartões ou papeis, que punham como calço para um ajuste mais fino. 


Este é um exemplo de um guincho...



Curioso, que à entrada por cima da porta, todos os moinhos têm uma pequena "prateleira", para ele guardar as chaves, esta tinha um ninho!


Nesta dá para ter uma noção, da espessura das paredes... 

Muito Giro...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Quiosque do Estoril

Hoje vou mostrar os "avanços" do quiosque do Estoril...Andei, uma data de tempo, a tentar "arranjar" ajuda para fazer estas peças, o quiosque esteve em Stanby por causa disso. Agora, finalmente só dependo de mim e por isso, já está encaminhado...


Tornear peças, tem que se lhe diga e como estou a começar, isto foi o melhor que consegui...não ficou totalmente igual, mas a intenção é aproximar o máximo que conseguir. Pode ser que vá aprendendo e melhorando com o tempo...


Na foto em cima, mostra a primeira tentativa (balaústre azul mais largo), ainda feito com o engenho de furar...Resultado, estraguei o engenho, ficou com folga...Agora, com o torno é outra conversa...






Depois dos balaústres, feitos e aplicados, achei que o balcão e os quadrados por baixo, não estavam bem, estavam demasiado tortos e com pouca altura no baixo relevo!...



Decidi, refazer o balcão e os quadrados...


Acho que ficou, bem melhor...no entanto, levei dois dias para esta alteração...ainda estive para mudar os quadrados por baixo, porque fiz com um material diferente do que estou habituado e não correu tão bem, mas por outro lado até acho que fica mais giro, assim meio torto...precisava de, pelo menos, mais um dia para refazer o que está...por agora fica assim...


Já ando à procura de candeeiros para o topo dos balaústres do balcão, mas é tudo muito caro e não há o tamanho, nem o modelo...Vou tentar arranjar uns moldes e fazer a partir daí, vamos ver...


Não tem sido fácil acabar... às vezes umas peças são mais difíceis de fazer do que outras, depende do tipo de trabalho que precisam e das ferramentas que temos, para as fazer...


Este tem dado mais "luta" do que estava à espera, mas vai ficando mais giro à medida que entram mais pormenores...está bem encaminhado e depois de encontrar os candeeiros, acho que consigo terminar...Vamos ver...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Búzios dos Moinhos dos Francos...

Ainda tenho muitas fotos para vos mostrar sobre os moinhos...Ora, então vamos lá entrar dentro do moinho. No piso de baixo, segundo percebi, era onde se recolhia e guardavam as sacas com as farinhas. Hoje é onde guardam os "Búzios"...
 

Búzios, jarras e canas, são estas peças de barro que alguns moinhos têm. Cada um faz um som diferente, criando tons e notas...

 
 

Segundo o Franco, o som já não é o mesmo, parece que o barro é diferente...


... Luis Cândido Fraco, demonstrando os diferentes tons...diz, que quando era miúdo, ia para as feiras e era ele que escolhia e recomendava os Búzios para alguns moleiros...

 
Diz que não é fácil escolher e afinar os Búzios, de modo a que soem bem...acredito...

Aqui também estão guardados as cordas para as velas, bem não sei se lhes chamam cordas ou cabos. Nos barcos costuma-se dizer que só existem duas cordas, a do sino e a do relógio, aqui não sei...


No entanto, aposto que se devem chamar cordas, até porque tanto o pai, como os filhos são electricistas e para eles um cabo, é eléctrico, certamente...hehehe...


A colocação também tem posição certa e afinada de modo a que o vento entre e faça o serviço...



Muito Bom... 


Esta parte da entrada ainda tem mais algumas curiosidades, como umas manivelas para acertar a posição das Mós, mas acho mais fácil explicar no piso de cima. Para o próximo post sobre os moinhos, vou subir o primeiro lance de escadas e entrar num piso mais elaborado, hehe...Vou continuar a explicar a minha versão do que vi e aprendi e talvez, um dia mais tarde, vos explique tudo com termos mais técnicos. Por agora apenas pretendo mostrar o que vi, sem nenhuma pretensão de ser entendido na matéria. 

Cada um tem o seu modo de ver as coisas e das explicar, aprendendo à sua velocidade... Costumo pensar que não ando a fazer nenhuma corrida com ninguém para chegar primeiro, mas costumo acabar a corrida...(faz lembrar a tartaruga e a lebre). Aos poucos, tudo se faz...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Barco Grego do Sr. Carlos...

Este é o resultado do casco...








...e já começou a pintar, tenho que tentar ir lá espreitar o barco, acho que está a ficar Muito Giro, Parabéns...


Entretanto, estáva curioso e fui à net procurar uma imagens, olhem o que apareceu...



Afinal o telhado do convés, não era em "lona" era mesmo madeira, erro meu...



Curioso, acho que já tirei uma foto parecida em Portugal...andei, andei, até que encontrei, bem me parecia! curioso, o  de cima é Grego o debaixo Português...


Pelo que percebi, a poupa e a proa, variavam ligeiramente consoante o modelo, mas o que está a fazer, deve ser o mais aproximado, porque vem em selos e na calçada antiga. Parabéns, mais uma vez, Muito Bom e espero ver ao vivo em breve...

Abraço ao Sr. Carlos